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Julho Amarelo alerta para prevenção contra hepatites



O “Julho Amarelo”, instituído em 2010 pela Organização Mundial da Saúde, visa conscientizar sobre a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento das hepatites virais. As hepatites virais são inflamações do fígado causadas por vírus que são classificados por letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E. No Brasil, mais de 70% (23.070) dos óbitos por hepatites virais são decorrentes da Hepatite C, seguido da Hepatite B (21,8%) e A (1,7%).

O SUS oferece tratamento para todos, independente do grau de lesão do fígado. Muitas pessoas são portadoras do vírus B ou C e não sabem. Em muitos casos, não há nenhum sintoma e isso aumenta os riscos da infecção evoluir e se tornar crônica, causando danos mais graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é tão importante fazer os exames. O diagnóstico pode ser feito por testes rápidos que dão o resultado em minutos. Também existem exames feitos em laboratório.

Este cuidado é ainda mais importante nos seguintes casos: pessoas que não se imunizaram para hepatite B; ou que têm mais de 40 anos e que podem ter se exposto ao vírus da hepatite C no passado (transfusão de sangue, cirurgias). Pessoas portadoras de diabetes Mellitus tipo II também devem realizar o teste, pois estudos recentes demostraram a relação entre a infecção pelo vírus C e esta doença.

Sintomas

As hepatites são doenças que na maioria dos casos não apresentam sintomas, mas, quando estes estão presentes podem ser:

-Cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras

Diagnóstico – teste rápido

O diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado.

No município de Jaraguá do Sul todas as unidades básicas de saúde realizam o teste rápido de hepatites virais B e C, que fica pronto em poucos minutos. Além das Unidades de Saúde, o município conta com um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), localizado no piso superior do Pama I do Czerniewicz, com demanda livre para realização de testes rápidos.

Pré-natal – A gestante deverá fazer o teste de hepatite B no pré-natal e iniciar o esquema vacinal o mais rapidamente possível, pois a vacina é segura mesmo na gestação e está altamente indicada. Caso a gestante esteja com hepatite fará a tratamento para mãe e profilaxia para o bebê. Após o nascimento o bebê fará a primeira dose da vacina e receber a imunoglobulina anti-hepatite B nas primeiras 12 horas de vida e complementar o esquema vacinal do calendário da criança.

Prevenção

Vacina – A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B, entretanto, quem se vacina para o tipo B, se protege também para hepatite D, e está disponível gratuitamente no SUS. Para os demais tipos de vírus não há vacina e o tratamento é indicado pelo médico.

Hepatite A – A vacina está disponível no SUS, sendo oferecida no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 15 meses a 5 anos incompletos (4 anos, 11 meses e 29 dias), e também para pessoas de qualquer idade que tenham: hepatopatias crônicas de qualquer etiologia incluindo os tipos B e C; coagulopatias; pessoas vivendo com HIV; portadores de quaisquer doenças imunossupressoras; doenças de depósito; fibrose cística; trissomias; candidatos a transplante de órgãos; doadores de órgãos, cadastrados em programas de transplantes; pessoas com hemoglobinopatias.

Hepatite B: em crianças, é dada em quatro doses: ao nascer, 2,4 e 6 meses. Para os adultos que não se vacinaram na infância, são três doses a depender da situação vacinal.

É importante que todos que ainda não se vacinaram tomem as três doses da vacina da Hepatite B. Verifique a sua situação vacinal: vá até a Unidade de saúde do seu bairro e leve a sua carteirinha de vacinação.

Formas de transmissão

Transmissão por contato com sangue, por meio de compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B, C e D);

Transmissão vertical (da mãe para o bebê): pode ocorrer durante a gravidez e o parto (hepatite B, C e Delta) A amamentação não está contraindicada.

Transmissão sexual: relação sexual desprotegida (hepatite A, B, C e Delta);

A transmissão por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados, muito comum no passado é atualmente considerada rara. Isso se dá pelo fato de atualmente haver um maior controle, com a melhoria das tecnologias de triagem de doadores e sistemas de controle de qualidade mais eficientes.

Tratamento

A hepatite C tem cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente. As hepatites B e D têm tratamento e podem ser controladas, evitando a evolução para cirrose e câncer.

A hepatite A é uma doença aguda e o tratamento se baseia em dieta e repouso. Geralmente melhora em algumas semanas e a pessoa adquire imunidade, ou seja, não terá uma nova infecção. Todas as hepatites virais devem ser acompanhadas pelos profissionais de saúde, pois as infecções podem se agravar.

Panorama atual no Brasil

O Brasil registrou 40.198 casos novos de hepatites virais em 2017. O Boletim Epidemiológico 2018 do Ministério da Saúde informa que os casos da doença mais que dobraram em homens de 20 a 39 anos.

De 1999 até 2017 são 718.837 pessoas notificadas com hepatites virais. A maior concentração dos casos está na população com mais de 40 anos de idade.





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