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Dia do Colono: amor e dedicação à terra e ao plantio em Schroeder




Aos 55 anos, Valério Pedro Wolf dá continuidade à tradição familiar de trabalhar com a terra. Foto: Gênesis Costa/Schroeder Post

Valério Pedro Wolf era ainda uma criança quando, em 1968, a lei 5.496, tornou o dia 25 de julho uma data especial para toda a família e outras milhares de pessoas em todo o país.

Neste dia, comemora-se o Dia do Colono, função exercida com orgulho pela família Wolf há décadas.

Hoje, aos 55 anos, Valério dá continuidade à tradição familiar de trabalhar com a terra e não se vê fazendo outra coisa da vida, embora tenha passado pouco menos de dois anos em uma fábrica.

Mas, o amor pela lavoura o fez voltar a mexer com a terra e com as bananas, cultura que sustenta a família há mais de 20 anos.

“Eu não trocaria por nada, acho que se eu fosse trabalhar em um lugar fechado ou morar em um apartamento, em um mês ficaria louco. É um trabalho judiado, mas é uma terapia junto”, diz.

Morando com a companheira, com a mãe e com o filho mais novo, Valério tem ainda a ajuda do filho mais velho que, hoje, é seu vizinho. Os filhos, aliás, dão indícios de que pretendem continuar com a tradição familiar de “lidar com a terra”.

Os dois trabalham e dizem querer continuar com a plantação de banana depois que o pai se aposentar.

Valério Pedro com os filhos e um dos funcionários.  Foto: Gênesis Costa/Schroeder Post

“Pela conversa, eu acho que eles vão continuar aqui. Eu não seguro ninguém, mas eles mostram que querem. Não é fácil encarar, mas com essa idade eles poderiam ter uma vida mais tranquila um dia se trabalhassem fora. Acho que encaram com boa vontade e querem trabalhar junto comigo”, conta.

O colono lembra que, desde a infância, o trabalho da família é na lavoura. A única coisa que mudou foi a cultura escolhida para o plantio.

Schroedense de nascimento e coração, hoje ele planta banana, mas cresceu vendo outras coisas sendo cuidadas, cultivadas e colhidas pela família.

“Bem no começo, quando eu era criança, o pai plantava pepino, salsa, fumo, maracujá... depois começamos com banana e o resto foi deixado para trás”, lembra.

Apesar do amor pela lavoura, ele admite que a vida não é fácil, que o trabalho é puxado e que é preciso muita dedicação.

Valério dá continuidade à tradição familiar de trabalhar com a terra e não se vê fazendo outra coisa da vida.  Foto: Gênesis Costa/Schroeder Post

“Eu digo que tem que ter muita coragem e vontade de trabalhar com banana. É na base da vontade porque não tem muito maquinário, é na mão mesmo. Tem que ter muita vontade e dedicação pelo que faz”, fala.

Vontade e dedicação não faltam para o colono que, ressalta: “faço porque amo”.





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