ESPORTE

Presidente da Liga Jaraguaense de Futebol expõe situação dos clubes

A pedido do vereador Jair Pedri (PSD), o presidente da Liga Jaraguaense de Futebol (LJaF), Marcio de Marco, usou a Tribuna Popular da Câmara Municipal de Jaraguá do Sul, nesta terça-feira (27), para dar um panorama da situação dos clubes de futebol do município e suas respectivas sociedades que, segundo ele, passam por dificuldades.

O presidente afirmou que está buscando soluções não só para as entidades jaraguaenses, mas também para as outras cidades da região (Massaranduba, Schroeder, Corupá e Guaramirim), já que a LJaF representa todas elas, e diz que vai visitar todos os legislativos e lideranças políticas locais para buscar soluções para a situação dessas entidades.

Marcio frisou que os clubes e as sociedades são bem cuidados pelas comunidades, porém as estruturas estão envelhecendo e faltam braços para recuperá-las.

“As sociedades ainda são de madeira como foram construídas pelos nossos avós. Têm alambrados que não dão mais”, relata.

Segundo de Marco, o problema não é apenas financeiro, mas sim social. Ele explica que as gerações que mantinham e se dedicavam às entidades estão diminuindo e é preciso estimular os seus sucessores para que elas não acabem morrendo.

“Uma geração está acabando e as novas gerações não querem saber de problemas. Temos que reeducar os jovens para encabeçar isso aí. Temos que fazer com que o jovem, lá na sociedade dele, a partir do momento que ele vê que está chegando recurso, ele pense ‘eu não estou pegando uma bomba, eu estou pegando um projeto’. Temos que nos unir”, alerta.

Márcio ainda ressalta que não só os clubes de futebol e sociedades estão enfrentando o mesmo problema, mas também as igrejas, as associações de bairros e as associações de pais e professores das escolas, por exemplo.

O vereador Jair Pedri fez coro ao presidente e ressaltou que os clubes não são a representação apenas do futebol das comunidades, mas também da cultura e das tradições locais.

Ele lembra as documentações e alvarás dessas agremiações muitas vezes estão vencidas e atrasadas por falta de recursos. Segundo ele, as lideranças que sobraram estão pagando para trabalhar a frente das sociedades.

“Se não forem eles, vamos perder as nossas tradições”, avisa.

Para o parlamentar, esse é um problema que deve ser resolvido em conjunto, Poder Público e sociedades, e por isso deve ser apresentado aos vereadores e lideranças políticas da região a fim de abrir o diálogo sobre o assunto.





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